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    VENDA DE INGRESSOS ABERTA

    O Festival Tradicionalidades celebra por três dias o diálogo entre o Tradicional e o Contemporâneo. Artistas de comunidades tradicionais e artistas contemporâneos catalisam a criatividade e inovação da Cultura Popular Fluminense.

    3º lote promocional: Camping+ Ingresso - R$ 100,00

    (vai acampar? preencha o cadastro após a compra do ingresso)

    Ingressos avulsos - R$ 30,00

    Pagamento Ingresso+Camping
    Cadastro do camping
    Ingresso Avulso

    O ingresso promocional permite o uso do camping mediante cadastro obrigatório.

    O cadastro do camping só é completado com o envio da confirmação do pagamento pelo formulário.

  • LINE UP confirmado

    Em breve teremos ainda mais atrações anunciadas.

  • alimentação e bar

    A praça de alimentação abre na sexta-feira às 19:00 e encerra no domingo às 20: 00.

    A cozinha do camping estará disponível durante todos os dias.

    o bar estará aberto todos os dias.

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    O FESTIVAL TRADICIONALIDADES É UM ATO POLÍTICO-CULTURAL

    PELO PLANO DE AÇÃO PELO PRESENTE E FUTURO DE NOSSAS CULTURAS TRADICIONAIS

    Cada tambor que se cala é um universo de

    saber que acaba, por isso nossos tambores nunca se calarão.

    Quilombolas e Caiçaras. Indígenas e caipiras. Folias de Rei e ribeirinhos: preservamos nossas raízes, agora queremos a

    garantia de que nossas culturas florescerão.

    O reconhecimento de que somos comunidades tradicionais absolutamente contemporâneas. Oficializar que não somos peças de museu, somos pólos de memória e invenção.

    Demandamos ações concretas imediatas para que nossas tradições vivas se multiplique pela cultura de todo o Rio: representatividade. Recursos. Poder de decisão.

    Para preservar nossos territórios e expandir nossa cultura como uma herança compartilhada.

    Todos os nossos territórios. Todas as nossas tradições.

    Porque Folia na favela também é aquilombar.

    E rap do quilombo também é tradicional.

  • representatividade

    Propomos a garantia de pelo menos uma vaga no conselho de cultura do Estado do Rio para povos e

    comunidades tradicionais.

    reconhecimento

    Exigimos que o Estado do Rio reconheça oficialmente sua responsabilidade pelo fomento das nossas

    manifestações culturais, de modo a garantir políticas continuadas de financiamento, formação, distribuição e preservação.

    financiamento

    Lumtamos s a destinação de pelo menos 10% (dez por cento) do orçamento anual do Fundo Estadual de Cultura em ações de fomento às manifestações culturais de povos e comunidades tradicionais do Estado do RIo de Janeiro.

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    homenageada - tradicionalidades 20266

    Dona Carli:

    mulher negra, mãe, cozinheira e liderança na luta pela terra em Silva Jardim

    Dona Carli foi uma mulher negra, guerreira e generosa, que deixou marcas profundas tanto na vida de seus filhos quanto na história da comunidade de Aldeia Velha e da cidade de Silva Jardim (RJ). Nascida na cidade de Muqui, no Espírito Santo, teve uma infância muito pobre e foi criada em uma fazenda de café. Carregava na memória familiar a história de sua avó, que foi capturada à força na mata — uma lembrança que simboliza a ancestralidade e a resistência que orientaram sua trajetória.

    Aos 18 anos, saiu de Muqui em busca de oportunidades e foi para o Rio de Janeiro. Lá, trabalhou como dama de companhia e teve a oportunidade de viajar para os Estados Unidos. Durante sua estadia naquele país, engravidou de seu companheiro, um homem mexicano, e precisou retornar ao Brasil em 1969. De volta à sua terra, começou a escrever uma nova história como mãe solo, enfrentando os desafios da criação dos filhos com coragem, alegria e princípios sólidos.

    Na década de 1980, Dona Carli chegou à cidade de Silva Jardim e logo se engajou na luta pela terra, atuando junto ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Foi uma das figuras importantes no processo de conquista da terra para os agricultores do Projeto de Colonização de Assentamento Aldeia Velha, cuja titulação foi alcançada em 1985. A partir de então, consolidou-se como liderança comunitária comprometida com a defesa da agricultura familiar e com a busca por políticas públicas justas.

    Sua atuação também foi marcante no processo de criação de outros assentamentos, como o assentamento Cambucaes, em 1994, quando diversas famílias acampadas aguardavam uma solução do INCRA. Naquele momento, Dona Carli se mobilizou para garantir alimentos aos acampados, demonstrando sua sensibilidade, solidariedade e capacidade de articulação.

    Como mulher negra e mãe solteira, enfrentou muitos preconceitos. Ainda assim, manteve-se firme, enfrentando homens e a sociedade da época para lutar por justiça e igualdade. Para seus filhos, foi mãe e pai ao mesmo tempo — protetora, trabalhadora, honesta, alegre. Ensinava pelo exemplo: ser verdadeiro, lutar com dignidade e nunca permitir que faltasse comida em casa.

    Dona Carli também ficou conhecida por sua habilidade na cozinha, espaço onde expressava afeto e acolhimento. Era elogiada por seu molho de macarrão e pelos pratos preparados com carinho no fogão a lenha, como couve, angu, feijão e galinha da roça. Cozinhar era, para ela, uma forma de cuidado e partilha — uma alegria que fazia questão de oferecer a quem se aproximava.

    A música também fazia parte de sua vida. Gostava de cantar canções que falavam de amor, paz e do sentimento de pertencimento, como “Ordem e Progresso”, de Beth Carvalho, e outras que exaltavam o amor como força essencial da existência.

  • Contato

    email: festivaltradicionalidades@gmail.com Instagram - @festivaltradicionalidades

  • O Festival Tradicionalidades é uma iniciativa de Semente Livre Produções, incentivada pelo Edital Fomenta Festivais 2024, em conformidade com a Lei n° 14.017/2020 - Lei Aldir Blanc, lançada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

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